Ultimamente aquela história de que no fim do túnel sempre há uma luz, não tem sido muito real em minha vida. A cada dia que passa me sinto mais perdido, como se estivesse em um labirinto triste, onde a cada passo eu me sentia mais fraco e desencorajado a continuar.
Ontem, quando estava eu no Cabaré, pedi para que Mrs. Tessy viesse a me acompanhar, ao saírmos do quarto depois de horas de euforia, começamos a conversar. Percebi o quanto tinha sido triste a minha vida, para que de bem sucedido advogado, eu viesse parar ali, em um cabaré, gastando o que me restara do meu dinheiro, e contando as mágoas da vida a uma réles prostituta, ao invés de discutir propostas do ramo da minha profissão, ou, antiga profissão, inútil profissão. Ora mas do que estou eu falando? Reles prostituta? Coloque-se em seu lugar Mr. Jonhson! Não passa de um advogado e de um homem fracassado, que de nada serve a não ser para atuar como pessoa inferior até mesmo á prostituta que até então rebaixou. A verdade, crua e nua, marcada e ruim, como Mrs. Tessy; é que o rebaixado aqui sou eu! Mas se ainda isso viesse ao caso, se alguém pudesse me ouvir e fazer algo por mim, isso sim seria a maldita luz do túnel de que tantos falam. Mas a tal luz não passa de uma farsa, assim como o amor... uma farsa ridúcula, mas que vem conquistando corações cada dia mais. Pobres enganados.
Ao menos ainda tenho vida, maldita vida.
domingo, 24 de janeiro de 2010
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